Campanha Salarial 2018: vigilantes entram em estado de greve

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Os vigilantes de Minas Gerais estão em estado de greve. A mobilização foi aprovada por unanimidade pelos trabalhadores nas assembleias realizadas entre os dias 17 e 27 de fevereiro. Nas assembleias, a diretoria do Sindicato debateu com os trabalhadores as dificuldades enfrentadas pelas entidades representativas dos vigilantes nas negociações com os patrões.

No total, foram realizadas 19 assembleias, em Belo Horizonte, Barbacena, Betim, Contagem, Diamantina, Ipatinga, Itabira, Ouro Preto, Paracatu, Passos, Pouso Alegre, São João del-Rei, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Ubá, Varginha, Vespasiano e Viçosa, com ampla participação dos trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato, Edilson Silva, o estado de greve é a resposta dos trabalhadores à intransigência da patronal, que se recusa a atender às justas reivindicações da categoria e insiste em impor uma pauta própria, tentando fazer constar na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos Vigilantes os termos da reforma trabalhista.

"Com essa decisão de entrar em estado de greve, os  trabalhadores demonstram sua vontade de lutar para ampliar os benefícios, pela melhoria das condições de salário e trabalho e também para evitar que ganhos conquistados com muita luta sejam retirados da Convenção Coletiva. Nas assembleias, os trabalhadores também autorizaram o Sindicato a apertar o discurso com os patrões e se colocaram à disposição da entidade para paralisar suas atividades a qualquer momento, por tempo indeterminado, caso os patrões não cedam", afirma Silva.

De acordo com o presidente do Sindicato, em breve, será  realizada uma nova rodada de assembleias. "As assembleias são palcos de decisões. Portanto, a participação de todos os trabalhadores e trabalhadoras, principalmente neste momento decisivo da Campanha Salarial,  é fundamental para decidirmos os rumos do movimento", ressalta.

Reivindicações

Entre as principais reivindicações da Campanha Salarial estão o reajuste salarial de 100% da inflação mais ganho real de 5%; manutenção das conquistas já convencionadas; participação nos resultados; plano de saúde e odontológico gratuito aos trabalhadores e familiares; fornecimento de 30 tíquetes alimentação de R$ 20,00 ao mês; e a melhoria das condições de trabalho.

Fonte: Imprensa do Sindicato.

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